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9.nov.2010
Mobile adevertising

As apps como canal de publicidade móvel


As apps, para além de revolucionarem o modo como interagimos com um telemóvel, vieram trazer uma nova forma de fazer publicidade. Primeiro pelo facto de elas próprias poderem ser usadas como ferramentas de marketing; e, em segundo lugar porque dentro das próprias apps é possível incluir publicidade a partir de redes de conteúdos.

Algumas pessoas podem pensar: o que leva alguém a criar uma app para um smartphone e depois disponibiliza-la de forma gratuita? Como é que este investimento é justificado? A resposta para estas questões é simples: Existem dois tipos de apps, as que directamente publicitam uma marca, e neste caso, fica logo à partida desvendado o mistério sobre a não venda da aplicação – a app serve para publicitar directamente uma marca, gerar buzz, e dar prestígio à marca; as apps disponibilizadas de forma gratuita, são rentabilizadas pelos seus criadores através da publicidade que é mostrada ao utilizador durante a sua utilização – à semelhança do que acontece com as redes de afiliados na Internet, as apps têm a possibilidade de mostrar publicidade embutida dentro do seu ecrã de utilização.

No mercado já existem várias empresas a trabalhar exclusivamente em publicidade móvel, e, para além dos web sites mobile, a disponibilizar redes de conteúdos exclusivamente para apps. A maior, e por muitos considerada a melhor, empresa a trabalhar neste sector é a Admob, uma empresa recentemente adquirida pela Google. O segredo do sucesso da Admob passa por ter criado um sistema de injecção de conteúdos que torna bastante fácil aos criadores de apps incluírem dentro das suas aplicações, áreas onde a publicidade é inserida, e ao mesmo tempo a disponibilização de dados numa ferramenta on-line onde o cliente pode analisar o resultados e ver os dividendos obtidos. Para os anunciantes, existe também uma ferramenta on-line para a configuração de campanhas e visualização de dados estatísticos.

A Google veio esta semana anunciar que vai integrar a rede Admob na sua rede Adsense. Esta integração vem trazer aos anunciantes que já utilizam o Google Adsense a possibilidade de alargar a sua publicidade à rede móvel, tendo desta forma ao seu dispor um leque ainda mais alargado de possibilidades de mostrar os seus anúncios. Já anteriormente era possível fazer publicidade em sites mobile, agora o Google Adsense chega às apps.

A Google consegue, desta forma, chegar-se à frente no já competitivo mercado da publicidade móvel, fazendo uso das suas mais-valias e já larga experiência do mercado de anúncios on-line, e aproveitando as fraquezas dos seus concorrentes directos nesta área. Ainda por cima consegue ir jogar no terreno do adversário e ganhar. Falamos da publicidade em iPhone e iPad. A Apple possui, também ela, um serviço de publicidade móvel. O serviço chama-se iAd e funciona exclusivamente nos seus terminais produzidos pela Apple.Este sistema, ao contrário do sistema flexível e ao alcance de todos como é o Google Adsense, possui um valor mínimo por campanha de 1 milhão de dólares, o que, convenhamos, afasta muitas empresas de utilizar o canal.

Tal como na internet, o mercado publicitário móvel dá mostras de grande crescimento. A nível mundial prevê-se que o mercado tenha um crescimento global no mercado de publicidade para terminais móveis dos 913 milhões dólares em 2009 para cerca de 13,3 bilhões de dólares em 2013. Enquanto os proprietários de telemóveis continuam a migrar para smartphone e as tarifas de acesso à Internet móvel continuam a baixar, o mercado prepara-se para crescer cada vez mais.
 
O mercado publicitário continua assim a mostrar que também ele se consegue re-inventar e acompanhar a (re)evolução tecnológica.



 








 

 
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