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26.ago.2015
search experience optimization

O futuro do SEO: a evolução para o SXO


Apesar da sua importância, quase inegável, o Search Engine Optimization (SEO) é muitas vezes visto como um conjunto de procedimentos que visam apenas melhorar a posição de um site nos motores de busca, focando-se essencialmente em rankings e indicadores de classificação, deixando para atrás a importância do utilizador em todo o processo. No fim do dia, é este quem manda e quem decide onde vai comprar, com razões e motivos que vão muito além das optimizações de um site.

Um exemplo claro da importância do utilizador: ao encontrar um link quebrado, o famoso erro 404, muitas vezes o utilizador não procura continuar no mesmo site, voltando antes ao motor de busca e clicando num site concorrente. A correcção do erro 404, o encaminhamento do utilizador para a página certa e a possível conversão são aspectos que vão muito além do SEO. São também as boas práticas, o respeito pelo utilizador e a forma de oferecer aquilo que é procurado, sem desvios nem falhas.

Aparece assim o conceito de Search Experience Optimization (SXO), que não sendo novo, tem vindo a ganhar maior relevância nos tempos mais recentes.

Esta alteração de nome, por pequena que possa parecer, tem bastante significado, ao mudar o foco, incidindo-o ainda mais sobre o utilizador ou cliente. O SXO baseia-se, de forma geral, em quatro grandes conceitos:

- Centrar a importância no utilizador enquanto potencial comprador. Estes devem ser vistos como o alvo que interessa realmente, não tanto as máquinas que verificam os sites e os classificam. Torna-se importante falar a mesma linguagem do utilizador, dar-lhes valor acrescido, tudo envolvido em conteúdos de qualidade e relevantes. Conseguindo isto e atraindo os utilizadores pela oferta, os motores de busca irão também reflectir esse facto na forma como olham para um site.

- Definir a experiência do utilizador como parte da estratégia da empresa. Ao contrário de SEO, que muitas vezes não é compreendido na sua função, a experiência que é proporcionada ao utilizador quando navega num site é percebida como fundamental para qualquer empresa.

- Integrar a necessidade de experiência do utilizador, junto do webmaster. Dar-lhes a entender que esta componente de dar valor ao utilizador, pela oferta, pelo conteúdo será algo que vai trazer retorno ao site, ao negócio e à empresa, o que deverá ser motivador para as equipas técnicas continuarem a aperfeiçoar o site nesta perspectiva.

- Alinhar as diferentes áreas de SEM. Em muitas empresas, continua a existir uma divisão clara entre quem faz o quê, no que respeita a promoção da empresa, dos seus produtos e serviços. Idealmente, todas deverão ser integradas, compreendidas e complementares entre si, incrementando os seus resultados.

Para alguns analistas, uma forma de evolução para o SXO passa por… eliminar a procura pelo utilizador. De outra forma, este não deverá ter necessidade ou motivo de voltar ao Google ou outro motor de busca. Para tal, será útil conhecer o utilizador e estar preparado para lhe dar o que ele quer e procura, como que adivinhando os seus passos. Analisar informação sobre palavras-chave mais usadas, realizar inquéritos para saber que motivos levaram o utilizador a um site em concreto, etc. Um estudo realizado por Jakob Nielsen, especialista em User Experience, indicou que a maior parte dos utilizadores abandona um site nos primeiros 10 segundos e que só passado este tempo, um site tem possibilidade de se tornar relevante. Assim, nestes 10 segundos, torna-se fulcral ter resposta a questões como dar aquilo que o utilizador procura e ganhar a sua confiança.

Ainda assim, o papel do SEO não se vai esgotar com esta evolução, tendendo antes para uma função mais especifica dentro das empresas. O mais interessante será observar que o principal deixará de ser a obtenção pura e simples de tráfego mas passará a ser o de oferecer, aos utilizadores, algo muito mais recompensador e motivador, com benefícios para as empresas, em termos de negócio e notoriedade.



 










 


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