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28.abr.2014
Google e a Privacidade

As nossas pesquisas no Google são privadas?


A grande maioria dos serviços Internet que usamos são gratuitos. Ou melhor, são aparentemente gratuitos. É verdade que para seguirmos o Twitter do nosso artista favorito, vermos as últimas fotos que o nosso melhor amigo partilhou no Facebook, ou procurarmos por um hotel no Google, não precisamos de pagar directamente por isso, mas isso não quer dizer que o custo para nós seja nulo.

E nem me refiro à publicidade que “recebemos” em troca, e que em boa medida é a responsável por permitir o acesso gratuito a estes conteúdos. Refiro-me a uma coisa bem mais valiosa: a nossa privacidade.

E se nas redes sociais, espaço natural de partilha de informação, a questão da privacidade é referida com maior frequência, no caso dos motores de busca, ela está menos presente.

Mas a verdade é que se dizemos coisas no Facebook com a intenção de as partilhar (embora exista muita gente que parece ter pouca consciência disso), ao Google dizemos algumas coisas que não dizemos a mais ninguém. E como na maior parte das vezes estamos logados com o nosso perfil Google, o conhecimento das nossas motivações e interesses, depreendidas por aquilo que pesquisamos, é total.

E temos interesse em que o Google nos conheça assim tanto?

O principal benefício está no facto dessa informação ir ajudar a personalizar os resultados que obtemos das nossas pesquisas. Ao conhecer o histórico do nosso comportamento de pesquisa, o Google pode então optimizar e melhorar os resultados que cada um visualiza.

E o Google partilha essa informação com alguém?

Não e sim. Não, porque de facto a informação específica sobre o que cada pessoa em particular pesquisa, não é divulgado. Sim, porque as pesquisas, estatísticas sobre as pesquisas, e comportamento médio dos utilizadores responsáveis por essas pesquisas são agregados e divulgados a clientes Google que utilizem produtos como o Google Analytics ou Google AdWords.

Não sabendo por exemplo que o José, pesquisou por “comprar carros usados”, posso saber por exemplo como se comportaram no meu site, a tipologia de utilizador que faz essa pesquisa. E só esse facto é informação poderosa e delicada.

Tão delicada que de há 3 anos para cá, foi sendo bastante restrita (com incidência particular desde meados de 2013). Todas as pesquisas feitas no Google quando se está logado num perfil, ou feito num URL com HTTPS (protocolo seguro). Isto tem originado que nos últimos meses, o relatório de keywords orgânicas do Google Analytics tenha perdido a sua utilidade (dica para os web marketers: mas ainda é possível recolher alguma informação a partir do Google Webmaster Tools).

Mais recentemente surgiu a notícia, que este princípio iria alargar-se ao Google AdWords. Que o parâmetro com a informação sobre a keyword efectivamente pesquisada pela utilizador, iria ser removida.

Mas ao contrário do primeiro caso, isto vai ter pouco impacto para o utilizador comum. As ferramentas externas que recolhiam estes dados por esta via necessitarão de adaptar-se, mas para a grande maioria dos gestores de campanha a informação sobre a pesquisa específica que gerou o clique no anúncio continua disponível, no relatório “Termos de Pesquisa”. Este é dos relatórios mais valiosos do Google AdWords, e felizmente não perderá o seu valor com esta alteração.

Embora este artigo se tenha restringido a discutir a questão da privacidade directamente relacionadas com o motor de busca, a problemática não termina aí: a navegação não anónima com o Chrome, os cookies para remarketing, a partilha automática de informação com o Google Analytics, são exemplos de questões relacionadas com a privacidade que vão além do Search, mas que não podem ser descuradas.
Podem saber como melhorar esta protecção em https://www.google.com/goodtoknow/online-safety/security-tools/
 



 


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