22.ago.2017
in-image-advertising

In-Image Advertising, a terceira onda que está a revolucionar a publicidade digital


Estamos num período de mudança nos mercados publicitários digitais. Dentro desta mudança, a meu ver, houve três grandes ondas no desenvolvimento da publicidade digital, sobretudo ao nível dos formatos publicitários.

A primeira onda centrou-se no aspeto gráfico dos banners, que se manteve igual durante vários anos. Depois, passámos de criatividades pequenas na Publicidade Display, a formatos cada vez maiores, como Interstitials e Expandables. O exagero no uso destes grandes formatos deu lugar a uma rejeição dos anúncios por parte dos utilizadores, que se manifestou com o uso de adblockers, por exemplo.

A segunda onda centrou-se na parte do texto, o conteúdo. Esta é uma onda que se centrou sobretudo no uso de links de texto mais ou menos elaborados, com ou sem imagens, mas que evoluíram para novos formatos de Native Advertising, que estão a ter êxito.

A terceira onda é a publicidade nas imagens, o In-Image Advertising. Basicamente, trata-se de estabelecer formatos mais reduzidos nas próprias imagens, nas quais nunca se tinha colocado publicidade.


Como funciona?

Por exemplo, imaginemos uma imagem do filme Frozen e imaginemos que eu sou a Disney. Realmente, interessar-me-ia estar nessa imagem, porque quem a vê são as pessoas que estão interessadas no filme ou no merchandising do mesmo. Teria, então, 2 formas de utilizar in-image advertising: por um lado, redirecionando os cliques à secção do Frozen da minha loja, para poder vender mais merchandising; por outro lado, posso mostrar filmes infantis para esse mesmo target. Como vemos, para a Disney isto seria muito interessante.

Este tipo de publicidade é baseado não só numa tecnologia contextual, mas também em Business Intelligence. Isto é, não só analisam as tags das imagens, como muitas vezes analisam o ambiente em que as mesmas estão inseridas. Isto é algo muito importante, pois imaginemos uma imagem de um avião que aparece num anúncio da Iberia, mas essa imagem ou artigo é de um acidente aéreo… É por isso que o contexto é importante.



Sobre o tipo formato que está a ser utilizado no In-Image Advertising, temos, por um lado, banners inferiores, animados ou não, e por outro estão a surgir imagens que se transformam em vídeo quando o utilizador passa com o cursor sobre elas.

Além disso, estes formatos permitem escolher entre CPC (apenas para decoração ou moda) ou CPM (para outros setores), com formatos Rich Media.


Quais os resultados?

Sinceramente, apesar dos preços serem mais altos que os dos banners normais, os resultados médios estão a surpreender.

Os CTRs médios de um anúncio na mesma imagem têm uma média de 0,83%, enquanto um banner não chega aos 0,10%. Todavia, um vídeo introduzido dentro de uma imagem poderá chegar até aos 11%.

Assim, a integração destes formatos está a surpreender e está a melhorar muito os resultados.

Por outro lado, trata-se de um canal muito interessante para chegar a certos produtos aos quais não se pode chegar de outra forma. Por exemplo, se quero associar a minha marca à Cindy Crawford, não posso fazê-lo através de AdWords, teria sim de impactar os seguidores da top model nas Redes Sociais. Agora temos outra opção: o In-Image Advertising, com as tags das imagens que indicam que é uma imagem da supermodelo.

Assim, com In-Image Advertising temos bons resultados e um canal novo de planificação.


 







 




Autores
     
     
     
 
Formação Inesting