8.out.2010


Linkedin DirectAds: a publicidade na rede de contactos Professional


Prosseguindo a análise sobre os vários modelos de publicidade existentes nas redes sociais, chega agora a vez dos Linkedin Direct Ads.
 
Lançado em Julho de 2008, este produto criado para membros da rede social LinkedIn permite-lhes publicitar os seus negócios, produtos ou services. A plataforma permite aos seus membros comprar espaço nas páginas da rede, apresentando os seus anúncios ao seu público-alvo de forma que pode ser muito segmentada: a nível geográfico, por sexo ou idade, função ou cargo, dimensão ou tipo de indústria. Além disso, foi disponibilizada uma ferramenta de geo-referenciação, que permite identificar com maior precisão o alvo e assim exibir anúncios mais relevantes.

O funcionamento é semelhante ao existente, por exemplo, no Google Adwords (rede display) ou no Facebook Ads. Tal passa por elaborar anúncios com textos apelativos e com variações, que cubram o maior número de destinatários, dentro do target previamente determinado. É possível ainda introduzir uma imagem.
Toda a restante organização passa pela definição de orçamentos, valores de CPC ou CPM, assim como o acompanhamento e análise de desempenho faz com que se dê importância a indicadores como o CTR, que deverão levar a acções de optimização.
Mas as semelhanças não se prolongam em termos de custos. O CPC revela-se mais elevado que em Adwords ou Facebook. Uma campanha em Portugal, com um target global de cerca de 404.000 utilizadores, terá como CPC mínimo USD2.00, sendo que o valor recomendado varia entre os USD3.00 e os USD4.00. Este facto tem sido uma das maiores críticas feitas ao sistema de publicidade no LinkedIn, a par com dificuldades da plataforma em gerir os limites de orçamento diário definidos pelos utilizadores, que são frequentemente ultrapassados.
 
Dadas as características dos LinkedIn Ads e pontos comuns com o AdWords, Zaki Usman, um utilizador dos dois sistemas, elaborou uma interessante matriz de comparação (
http://targetinfolabs.com/linkedin-directads-google-adwords-ppc-1/
 
Interface: Simples de utilizar mas com funcionalidades suficientes para os tornarem rapidamente eficazes. No Google AdWords, a profusão de comandos pode tornar a tarefa algo complexa para quem se está a iniciar.
Indicadores de Desempenho: no LinkedIn Ads, apresentam um intervalo de até 24 horas entre actualizações. No Google, são em tempo real ou com atrasos até 3 horas para actualização de dados.
Segmentação Geográfica: o grande trunfo do LinkedIn Ads. A segmentação é possível por sexo, idade, cargo e função, dimensão e tipo de indústria. No AdWords, limita-se Rede de Pesquisa e Conteúdo ou geográfica.
Keyword: O LinkedIn não permite a possibilidade de activar anúncios por intermédio de palavras-chave, enquanto no AdWords, a activação de anúncios é feita através de keywords cuidadosamente escolhidas, em função do objecto.
Especificações dos anúncios: iguais em ambos os modelos: Título (com 25 caracteres); duas linhas de texto (com 35 caracteres); URL de visualização, com 35 caracteres; URL de destino.
Modelo de Custo: nos anúncios do LinkedIn, por CPC ou CPM. No AdWords, por norma efectuado por CPC.

Em jeito de conclusão, vários estudos comparatives parecem demonstrar que os LinkedIn Ads são caros e geralmente apresentam resultados menos apelativos que o Google AdWords, especialmente se o anunciante é de pequena dimensão ou não consegue criar impacto de maior com a sua campanha.
 
No entanto, não são totalmente sem interesse. As possibilidades de segmentação muito elaboradas aparecem como uma excelente ferramenta e em alguns sectores de actividade, de onde sobressaem os recursos humanos e a procura de candidatos a empregos disponíveis, os resultados obtidos são de assinalar e muito considerados.
 
 


 







 




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