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18.Dez.2014
Digital no mundo do futebol

Como o Marketing Digital está a transformar a forma como vemos um jogo de futebol


Poucas actividades no mundo fazem-nos usar tão intensamente os dois lados do cérebro como o futebol.
Por um lado somos geómetras da análise táctica, génios do cálculo mental, almanaques ambulantes de estatísticas. Por outro, somos criadores de piadas sobre os adversários, entoadores de cânticos nos estádios e dançarinos de ola mexicana.
E enquanto adeptos de futebol, queremos não só saber mais sobre o jogo, os jogadores e os clubes que amamos, como também partilhar com outros adeptos as nossas opiniões e emoções.

É por isso que o futebol, também é rei na Internet:
 
i) O momento da história que gerou mais tweets num só minuto foi o golo do Goetze, na final do campeonato do mundo, quase 700.000 tweets.
 
ii) Durante o campeonato do mundo foram geradas 3000 milhões de interacções no Facebook, envolvendo 350 milhões de pessoas, naquela que foi a maior conversação da história.
 
iii). Algumas das maiores páginas de Facebook do mundo, são sobre futebol. 9 das 10 páginas portuguesas de Facebook são sobre futebol.
 
E deste ponto de vista o Cristiano Ronaldo coloca-se como caso à parte. Com mais de 100 milhões de seguidores no Facebook, mais de 30 milhões no Twitter e 10 milhões o Instagram, quase que se dizia que deveria ter uma rede social só para ele.

E tem! O http://www.vivaronaldo.com/, uma espécie de Facebook só para o Cristiano Ronaldo, em que os membros podem acompanhar a carreira do craque, participar em jogos e receber alertas sempre que ele marca um golo.
 
E para um adepto o período em que o jogo decorre é fundamental.
 
E existem estudos que indicam que é durante os jogos que os adeptos tem maior interesse. O pré-jogo e o rescaldo, são momentos importantes, mas nada atiça mais o adepto para querer saber mais sobre as equipas, que ve-las em directo.

A principal diferença é que a forma como essa pesquisa é feita mudou radicalmente, A utilização de aparelhos mobile durante jogos de futebol aumentou 250% nos últimos 4 anos. Ou seja, a forma como assistimos a um jogo está a mudar. Estamos a ve-los com o smartphone o um tablet.
 
Porquê esta necessidade do second screen? Porque queremos utilizar ao máximo os dois lados no nosso cérebro.
 
Por um lado queremos aceder a informações que nos ajudem a compreender melhor o que estamos a ver.

Por outro queremos partilhar o que sentimos com os nossos amigos.
 
Surgem assim apps de dois sentidos:
 
Apps que nos fornecem estatísticas do jogo, o andamento dos outros jogos, informações genéricas de um jogador, ou as suas estatísticas detalhadas.
 
Apps que nos permitem interagir com a nossa rede de amigos, participar em jogos interactivos, mostrar lenços brancos digitais, ou aproximar-se do centro da acção.
 
E o segundo ecrã não é exclusivo aos adeptos de sofá. Ver um jogo no estádio, tendo como companheiro o smartphone está a tornar-se tão habitual como, ve-lo com o velho radiozinho a pilhas.
 
Este tipo de adeptos conectados constantemente com o mundo exterior é extremamente valioso para as marcas do mundo do futebol.
 
E o desafio é pensar em acções que o transformem numa ferramenta de divulgação do clube e do jogo, multiplicando desta forma o potencial de alcance base de qualquer campanha.
 
Por exemplo na acção #IWASTHERE do Barcelona, convida-se os adeptos a divulgar aos seus amigos que estiveram no estádio, e dessa forma não viram apenas um jogo, passaram a fazer parte da história do clube.
 
Ou o caso do Sporting que convocou os adeptos no twitter a escolher um 11 inicial para o jogo da taça de portugal frente ao Espinho.
 
 
 
Porque como o Mark Cuban, dono dos Dallas Mavericks, disse no negócio do desporto, não vendemos o jogo, vendemos experiências emocionais únicas.
 
E os exemplos melhor sucedidos de utilização das ferramentas de marketing digital no futebol, são aqueles em que patrocinadores, media, jogadores ou clubes, chegam aos adeptos com o objectivo de lhes proporcionar uma experiência única.
 
Quanto mais especial for essa experiencia maior será a probabilidade de partilha e de criação por essa via de um ciclo virtuoso que fará aumentar o alcance das campanhas, e aumentar o engagement junto de mais adeptos, queres eles estejam sentados no sofá, no estádio, ou em ambos (vejam o exemplo do Google Front Row).
 
 
 

 



 








 

 
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