22.mai.2013
O RSS morreu?

O RSS morreu?


A Google anunciou que no próximo 1 de Julho irá descontinuar o Google Reader, produto cuja função primordial era permitir a leitura e gestão dos RSS feeds subscritos. Quer isto significar o declínio do RSS?

Confesso que não fui um early-adopter do RSS. Aliás até demorei um pouco de tempo a perceber a sua mais-valia. Quando me obriguei a testar, até achei piada a centralizar alertas de publicação de novos conteúdos, em particular para Blogues com publicações de interesse mas espaçadas no tempo. No entanto, o appeal não era muito e acabei por nunca me tornar um fan do mecanismo.

Quando soube da decisão do Google questionei-me do porquê, desta decisão. Empiricamente é fácil perceber que longe vão os tempos do logotipo RSS Feed do site estar na zona nobre do site como um feature inovador. Hoje em dia esse local é atribuido a call-to-actions comerciais, features de suporte rápido ou mesmo a ligações para o Facebook. Não é uma regra... mas é um trend.

Analisando os números em maior pormenor, pude concluir que o RSS se tornou uma "commodity". Ele continua tão presente como previamente, mas está menos visível e é menos utilizado.

Na verdade, segundo dados do site RSS Feed Usage Statistics, há 1 ano atrás 21% da globalidade dos sites na web tinham RSS Feeds e atualmente essa percentagem subiu para 22%. No entanto, o trend de adoção pelos maior sites do mundo (e estes se calhar são a luz do futuro) é inverso. Há um ano atrás perto de 23% dos maiores sites do mundo utilizavam RSS Feeds e atualmente esse número caiu para perto de 21%. Enfatizo que estas percentagens refletem apenas a inclusão da funcionalidade nos sites e não refletem o uso efetivo pelos utilizadores.

O menor interesse dos utilizadores justifica-se por várias razões, mas a meu ver a principal chama-se Web 2.0. Nos ultimos 5 anos a explosão das redes sociais, cujo conteúdo está organizado numa lógica de feed, veio tornar obsoleto o RSS feed. O feed das redes sociais é rico graficamente. Pode incluir fotos ou vídeos. O probre RSS feed não consegue competir com isto.

Acresce que os Feeds das Redes Sociais possuem valências sociais e inteligência artificial. Podemos manifestar o nosso agrado face ao conteudo (fazer like), podemos comentar qualitativamente o mesmo, podemos recomendar a terceiros. Podemos ainda escolher os temas, entidades ou pessoas que queremos seguir. Por ultimo, as redes vão gradualmente dando maior ou menor visibilidade aos feeds que demonstramos (na prática) ter mais interesse, abandonando uma lógica puramente cronologica e incorporando alguma inteligência artificial.

Por tudo isto lamento dizer, mas o Twitter e o Facebook estão de fato a "matar" o RSS Feed sem dó nem piedade. Guilty as Charged!




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