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30.dez.2014
web kids friendly

Passos para uma web kidfriendly


Corriam os primeiros dias de dezembro de 2014, quando Pavni Diwanji – Vice-Presidente de Engenharia do Google – confirmava numa entrevista aquilo que se previa há alguns meses – o Google prepara-se para tornar kidfriendly alguns dos seus produtos mais emblemáticos, estimando-se que possam implicar o Gmail ou o Youtube.

Sem especificar uma data para colocar esta ideia em prática, nem detalhando os produtos visados, Diwanji afirmava, então, que é certo que as crianças desde tenra idade usam os mais diversos aparelhos com acesso à Internet, desde smartphones, passando por tablets e sem contornar os já velhinhos computadores. Daí a necessidade de adaptar produtos e conteúdos às crianças com idades inferiores a 12 anos, para não só educa-los para uma melhor e mais responsável utilização das ferramentas que lhes estão acessíveis, como também para estimulá-los, desde cedo, a serem parte integrante da criação de conteúdos e importantes opinion makers.

Segundo um estudo da KidSay, de maio de 2014, cerca de 54% das crianças norte-americanas com idades entre os 8 e os 15 anos afirmaram ir à internet várias vezes ao dia e outros 16% dizem ir pelo menos uma vez por dia. Embora em Portugal não sejam conhecidos os dados, estima-se que o cenário será semelhante.

Para as marcas que se dedicam ao desenvolvimento de produtos e serviços direcionados aos mais pequenos, isto pode representar uma janela de oportunidades, já que apesar de eles não terem, ainda, o poder de decisão de compra, são influenciadores importantíssimos na altura de comprar. Dado este facto, estes canais podem e devem ser aproveitados para comunicar, de forma responsável, com este público-alvo, que dará, em retorno, um importante aporte sobre as tendências a serem vigiadas naquela faixa etária.

Uma das marcas que tem sido aplaudida pela sua atividade neste âmbito é a Lego, que enquanto membro da Responsible Advertising and Children Programme, cuja integração entre comunicação online e offline tem sido bem-sucedida. Vejamos, por exemplo, o website desta marca – para além da apresentação dos seus produtos, a Lego disponibiliza ainda uma área dedicada a jogos (disponibilizados gratuitamente) e outra denominada “Create & Share” em que o utilizador é convidado a criar as suas peças e onde pode encontrar fóruns de discussão sobre os produtos Lego e jogos.

Também a Samsung marcou pontos recentemente, nesta área, ao desenvolver uma app, para Android, destinada a crianças que sofrem de Autismo, em parceria com Autism Speaks Canada. A Look At Me permite a estas crianças estabelecer contato visual, analisar expressões faciais e a expressar emoções através do ecrã de um smartphone ou tablet. Segundo a marca, este foi um passo importante para a melhoria das relações entre os pais e os seus filhos autistas.

Assim, as marcas poderão então:
• Testar a usabilidade de sites dirigidos a crianças;
• Analisar que tipo de pesquisas efetuam;
• Apostar na criação de conteúdos cada vez mais vocacionados para este grupo de consumidores,
• Desenvolver novos produtos e serviços para este público, de forma responsável.

Mas atenção – tudo isto deve ter por base a regulamentação existente sobre Marketing e Publicidade dirigidos a crianças. A European Advertising Standards Alliance (EASA) – através do seu website – fornece um conjunto de documentos e informação sobre as boas prática e códigos de conduta, que as marcas devem ter em conta na hora de comunicar a este público.



 


Links

http://www.usatoday.com/story/tech/2014/12/03/google-products-revamped-for-under-13-crowd/19803447/
http://www.briefing.pt/marketing/31674-a-google-quer-ensinar-os-mais-novos.html
http://kidsay.com/most-kids-use-the-internet-daily-for-fun-and-friends/
http://www.theguardian.com/sustainable-business/lego-online-marketing-respect-child-rights
http://www.lego.com/en-us
http://www.easa-alliance.org/
http://www.briefing.pt/fibra/31821-a-samsung-criou-uma-app-para-criancas-com-autismo.html

 










 


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