18.jul.2017
Publicidade nas redes sociais para vender

Publicidade nas Redes Sociais: serve realmente para vender?


Há que reconhecer que, durante vários anos enquanto agência, não considerámos o Facebook como um canal para gerar vendas. Naturalmente, reconhecíamos o seu crescimento imparável no número de utilizadores únicos e a sua utilidade para chegar a muitos utilizadores através de uma segmentação bastante completa por idade, geografia, género e até interesses, mas não tínhamos consciência da sua importância enquanto canal para gerar vendas.

Talvez esta opinião tenha partido de múltiplas experiências com clientes que não eram os mais adequados para utilizar a plataforma. São vários os casos de clientes que trabalharam connosco, como bancos e seguradoras, que se mostraram bastante dececionados com os resultados obtidos. Mas é importante considerar vários aspetos para perceber em que momentos as redes sociais podem funcionar.

Em primeiro lugar, é preciso saber qual é a métrica mais importante para o sucesso. Impressões, cliques, visualizações, alcance, leads ou vendas. A maioria dos nossos clientes foca-se nas duas últimas, e é aqui que começa o problema. Nem todos os clientes podem gerar vendas ou leads de uma forma tão direta, uma vez que plataformas como o Facebook constituem apenas um clique no percurso de compra do cliente, ou seja, não são plataformas de venda em si mesmas.

Este problema encontrou uma solução na aplicação de modelos de atribuição, que medem os cliques ou impressões que impactaram o utilizador no seu percurso até à conversão final, do qual fizeram parte vários canais (SEA, SEO, Social Media, Display, etc). As redes sociais, e outros canais como Display, não são canais para a venda final, são sim canais que influenciam a venda e, com os softwares adequados, podemos analisar o percurso do cliente.

Porém, independentemente de tudo isto, usar o Facebook como canal para gerar vendas a curto prazo pode funcionar nos seguintes setores:
  • Nas telecomunicações, o Facebook está a ter muito êxito na captação de leads e vendas finais, pois estas empresas têm call centers que podem recolher os números de telefone que os utilizadores indicam. Em muitos casos, o Facebook é o segundo publisher mais importante e o terceiro quando se trata de captação.
  • Em formação, o LinkedIn continua a ser uma das principais fontes de leads de qualidade. Alguns centros de formação, especialmente os mais importantes vinculados a MBAs, investem um terço do seu orçamento nesta rede profissional. A nossa experiência com diferentes escolas, como o Instituto de Empresa, EUDE, UNIR, etc., comprova o sucesso do LinkedIn neste setor.
  • Clientes como eDarling ou Meetic tiram bastante partido dos CPLs atrativos das redes sociais, pois para eles a segmentação sociodemográfica tem bastante importância para calcular ou melhorar os resultados, sobretudo porque torna possível recolher contactos que sejam da área ou idade pretendidas.
  • Talvez, um dos setores que mais rendimento conseguiu gerar através das redes sociais é composto por empresas como Groupon ou Lets Bonus, que oferecem produtos e serviços relacionados com lazer a preços muito reduzidos. Nestes casos, o Facebook poderá estar no top 3 no que respeita à captação de clientes e aos resultados.
Estes exemplos comprovam o papel das redes sociais como canais de captação, após anos e anos de incerteza quanto à capacidade destes canais para gerar resultados. Ainda assim, acreditamos que a publicidade nas redes sociais apresentará sempre melhores resultados em produtos relacionados com lazer (encontros, ofertas e descontos, etc.) que noutros mais formais, como produtos bancários ou seguros. É ainda essencial adaptarmos o contexto onde está a ser lançada a publicidade: mais pessoal (Facebook ou Twitter) ou mais profissional (LinkedIn).

Todavia, podem surgir exceções. Após vários anos, já conseguimos encontrar soluções para gerar leads de qualidade para algumas seguradoras. Outro exemplo está relacionado com os Brokers, que também conseguiram tirar partido da publicidade no Facebook no seu nicho da Bolsa. Assim, pode dizer-se que, na generalidade dos casos, os produtos mais formais terão mais dificuldade em gerar receitas, no entanto, isso não significa que não haja nichos nestes setores que possam gerar bons resultados.


 







 




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