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24.set.2013
QR Code em local improvável

QR Code: Uma moda que veio para ficar?


As estatísticas mais recentes demonstram que o nº de utilizadores que experimenta os QR Codes tem vindo a aumentar nos últimos meses, mas será isso um sinónimo do sucesso do standard? Resolvemos investigar a verdade dos números e o que está por detrás dos números.

Um estudo recente da emarketer veio trazer à luz que 1 em cada 5 americanos já fez o scan de pelo menos um QR Code. Em resumo 20% da população já experimentou a tecnologia. Se considerarmos que mais de 50% da população tem smartphone, então tal significa que quase metade dos utilizadores de smartphones já experimentaram pelo menos uma vez a tecnologia.

Com efeito em 2013, apenas 13% da população dos E.U.A. utilizava o Twitter (lançado no mercado antes dos QR Codes). Estes números demonstram portanto que a adoção da tecnologia QR Code tem sido rápida.

Na Europa a percentagem de adoção é um pouco mais reduzida, pois o mesmo estudo emarketer, aponta para 15% de experimentação da tecnologia por parte dos Europeus. Seja como for, continuam a ser números elevados.

Um outro aspeto que importa salientar é que a maior parte dos Scans sucedem no universo Offline (revistas, posters, muppies, mails postais, embalagens). Ou seja, os QRE Codes inseridos em televisão, sites ou emails não são utilizados.

Também a motivação do Scan é claramente a promocional. De acordo com um estudo de Outubro de 2011 da empresa Chadwick Martin Bailey, 43% dos consumidores dos E.U.A. utilizariam QR Codes para obter descontos ou promoções.... 26% para aceder a mais informações sobre um produto, 23% para comprar um produto online e apenas 18% para saber mais sobre uma marca.

O perfil tipo do utilizador do QR Code é masculino, jovem (18 a 34 anos de idade) e tem um poder de compra elevado.

Até agora só observámos coisas boas, mas então porque é que se justifica este artigo?

Empiricamente as marcas e agências que implementam ações com QR Codes têm reportado reduzido recurso ao mesmo. Como pode suceder isto, considerando os números que anteriormente vimos? Parece óbvio que o nível de experimentação inicial é elevado, porém a repetição da utilização é muito baixa.

Como se explica então esta reduzida repetição da tecnologia? Um artigo da marketing land, avança com algumas explicações:

. Os sistemas operativos Apple e Android ainda não têm leitores de QR Codes de origem;
. A experiênca de conteúdo das primeiras utilizações QR code é má (por vezes somos encaminhados para sites não otimizados para mobile);
. Alguns QR Codes encontram-se em locais com má conexão web;
. O QR Code compete por protagonismo com o tradicional código de barras nas embalagens;
. As pessoas têm resistência ao tempo de carregamento do QR Code.

Em conclusão, embora os utilizadores mais novos testem com frequência os QR Codes, a verdade é que a experiência posterior (na página de destino) por vezes não é a melhor.

Globalmente as marcas têm-se preocupado em seguir o trend de incorporar QR Codes no seu marketing, mas têm-se preocupado pouco com a experiencia pós-scan. Isso tem minado a frequência de utilização dos QR Codes. Ou seja, muita gente experimenta, mas poucos se tornam heavy-users.

Cabe às marcas melhorarem a experiência para os utilizadores, caso contrário o desgaste da experiência de conteúdo dececionante pode ser a sentença de morte dos QR Codes.

Voltaremos ao assunto em breve!




 


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